Coração Envelhecido: Como a Idade Muda a Saúde Cardiovascular?
- Dr João Bosco

- 19 de set. de 2025
- 4 min de leitura
Atualizado: 23 de nov. de 2025

Com o envelhecimento da população brasileira, cresce a importância de entender como o corpo muda com o passar dos anos — especialmente o coração. Muitas vezes, sintomas como cansaço, inchaço, tontura ou falta de ar são atribuídos simplesmente à idade, quando na verdade podem representar doenças cardiovasculares que precisam de atenção médica. Este artigo tem como objetivo explicar o que é considerado normal no envelhecimento do sistema cardiovascular e quais sinais merecem investigação, ajudando pacientes e familiares a promoverem uma velhice mais saudável e ativa.

Envelhecimento do sistema cardiovascular: o que é esperado?
À medida que envelhecemos, o coração e os vasos sanguíneos passam por mudanças estruturais e funcionais. O miocárdio (músculo cardíaco) tende a se tornar um pouco mais espesso, o que pode dificultar o relaxamento do coração entre os batimentos. As artérias perdem parte da sua elasticidade, tornando-se mais rígidas, o que favorece o aumento da pressão arterial (hipertensão arterial sistêmica). A frequência cardíaca máxima durante o esforço físico também diminui com a idade, o que reduz a tolerância ao exercício.
Essas alterações fazem parte do processo natural do envelhecimento, mas é fundamental saber que o envelhecimento por si só não causa doença. Ter 70, 80 ou 90 anos e manter uma boa função cardiovascular é possível. O problema surge quando essas mudanças se associam a fatores de risco ou doenças pré-existentes.

Doenças cardíacas comuns em idosos
As doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no mundo e também no Brasil. No idoso, algumas condições se tornam particularmente comuns:
Hipertensão arterial sistêmica (HAS)
Com a rigidez das artérias, a pressão arterial tende a subir. A hipertensão é silenciosa e pode não causar sintomas, mas aumenta muito o risco de infarto, AVC e insuficiência cardíaca. O controle adequado é essencial, mesmo em pacientes muito idosos.
Insuficiência cardíaca (IC)
Caracteriza-se pela incapacidade do coração de bombear sangue adequadamente para o corpo. Pode causar cansaço, falta de ar, inchaço nas pernas, perda de apetite e confusão mental. Nos idosos, é comum a insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada, que muitas vezes passa despercebida.

Arritmias cardíacas
Com o tempo, o sistema elétrico do coração pode apresentar falhas. A fibrilação atrial é uma das arritmias mais frequentes em idosos, aumentando o risco de AVC. Pode causar palpitações, tontura ou até ser assintomática.
Doença arterial coronariana (DAC)
A obstrução das artérias que irrigam o coração é consequência de anos de acúmulo de placas de gordura. No idoso, o infarto pode se manifestar de forma atípica, sem dor no peito — às vezes apenas com mal-estar, confusão ou falta de ar.
O que é considerado normal no idoso?
É natural que o idoso se canse mais rapidamente, tenha menos disposição física ou leve mais tempo para se recuperar de esforços. Porém, não é normal sentir dor, ter quedas frequentes, confusão mental ou episódios de desmaio. O equilíbrio entre o que é esperado e o que deve ser tratado precisa ser feito por profissionais capacitados, como geriatras e cardiologistas com experiência na população idosa.
O cuidado com os medicamentos
Os idosos geralmente usam muitos medicamentos ao mesmo tempo (polifarmácia), o que aumenta o risco de interações e efeitos colaterais. Remédios para pressão, colesterol, arritmia ou anticoagulantes exigem acompanhamento cuidadoso. Além disso, alterações na função renal e hepática com a idade modificam o metabolismo das medicações, exigindo ajustes de dose e vigilância contínua.
O uso de medicamentos deve ser sempre individualizado. Nunca se deve iniciar, alterar ou suspender uma medicação sem orientação médica, especialmente em idosos frágeis.
O papel da prevenção
A saúde cardiovascular na terceira idade depende muito do estilo de vida adotado ao longo da vida, mas nunca é tarde para melhorar. Entre os principais pilares da prevenção estão:• Alimentação equilibrada: rica em frutas, legumes, grãos integrais e com pouca gordura saturada e sal.• Atividade física regular: caminhadas, hidroginástica, fisioterapia e outras atividades adaptadas à capacidade funcional.• Controle rigoroso de doenças crônicas: como diabetes, hipertensão, colesterol alto.• Evitar o tabagismo e o álcool em excesso.• Vacinação em dia: especialmente contra gripe, COVID-19 e pneumonia.• Sono adequado e saúde mental preservada.
Acompanhamento médico: a chave para envelhecer com o coração saudável
Visitas regulares ao médico são fundamentais. Check-ups, exames de sangue, eletrocardiogramas, ecocardiogramas e, em alguns casos, testes de esforço ajudam a identificar doenças silenciosas e evitar complicações.
O acompanhamento com geriatra e cardiologista permite uma abordagem ampla: além do coração, avaliam-se cognição, mobilidade, nutrição e o suporte familiar. Essa visão global é essencial para garantir qualidade de vida.

Conclusão
O coração também envelhece, mas pode continuar forte e saudável com os cuidados certos. Reconhecer os sinais de alerta, controlar fatores de risco e manter um estilo de vida saudável são passos essenciais para proteger o sistema cardiovascular na terceira idade.
Se você é idoso ou cuida de alguém nessa fase da vida, não deixe de investir em prevenção e acompanhamento médico regular. Um coração bem cuidado é sinônimo de mais energia, bem-estar e independência.
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